Monografias - Periodontia

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Lesões endo-periodontais

Ano.: 1998

Autor(a).: Adriana da Silva Batista Pereira


O diagnóstico das lesões endo-periodontais é muito importante para determinar o correto tratamento. Pois estas são responsáveis por, aproxidamente, 50% da mortalidade dentária. É necessário identificar os agentes etiológicos comuns e os relacionar com a duração, patogênese, diagnóstico e tratamento destas lesões. Devido a canais radiculares laterais e/ou acessórios, as lesões se manifestam, radiograficamente, na região de furca ou na região lateral da raiz, e apresentam bolsa periodontal sepurativa. Portanto, se só for executado o tratamento periodontal, este estará destinado ao fracasso. Daí surge a necessidade dos tratamentos periodontal e endodôntico se interrelacionaram. Bem como, a associação desses tratamentos periodontal, endodôntico com o ortodôntico é necessária, para a eliminação os traumas oclusais que agravam estas lesões. O objetivo dessa terapia é criar um ambiente que conduza para a regeneração e manutenção dos tecidos periodontais.

É importante também considerar as estruturas anatômicas (esmalte, cemento, dentina, polpa e ligamento periodontal) junto com o diagnóstico (história; exame clínico:exame visual intra oral, exame crevicular, palpação, percussão, mobilidade, transiluminação e cálculo subgengival; exame radiográfico; prova de vitalidade; fratura do dente; e correlação dessas informações), no tratamento das lesões endo-periodontais.


Doença periodontal em pacientes diabéticos

Ano.: 1998

Autor(a).: Ana Cláudia Ferreira Dalboni


As evidências dos estudos experimentais, histológicos e clínicos sugerem que o diabetes mellitus é um fator predisponente no desenvolvimento da doença periodontal, embora não se conheçam bem os mecanismos intrínsecos envolvidos em sua ação. Têm-se sugerido que os diabéticos são mais susceptíveis à infecção que os indivíduos normais.Estudos sugerem que isto ocorra como conseqüência de uma disfunção da atividade leucocitária do diabético, provavelmente devido ao espessamento das paredes vasculares na microcirculação gengival pela presença de microangiopatias. Por este motivo, estaria reduzida a capacidade de resistência do hospedeiro frente aos produtos agressivos da placa bacteriana.

Não existem inconvenientes para o tratamento periodontal do paciente diabético controlado. Os diabéticos não controlados, com níveis anormais de glicemia, devem ser encaminhados ao médico, para que em caso de emergência, como nos abscessos periondontais por exemplo, se possa efetuar seu tratamento sem inconvenientes e com cobertura antibiótica. Também pode-se realizar o tratamento periodontal em pacientes diabéticos, que ainda sob cuidados médicos mantenham sua glicemia elevada. É importante destacar que o paciente diabético e doente periodontal não tratado é portador de uma infecção que torna mais difícil o controle de sua diabetes.


Antibióticos sistêmicos usados em periodontia

Ano.: 1998

Autor(a).: Angela Tokyoko Siguematsu


Este trabalho teve como objetivo revisar o uso da terapia antibiótica sistêmica no tratamento das diversas formas de doença periodontal.

Durante a era da placa não específica (1965-1975), o objetivo da terapia estava direcionado para a total eliminação dos depósitos microbianos na área subgengival. Posteriormente, durante a era da especificidade bacteriana (1975-1985), a terapia foi direcionada para a total eliminação dos patógenos periodontais chaves. Atualmente, na fase da interação entre hospedeiro/bactéria, a ênfase do tratamento permanece direcionada para de que forma o hospedeiro responde a estes organismos.

A literatura mostra que terapia antibiótica sistêmica está baseada no fundamento de que microorganismos específicos iniciam a doença periodontal destrutiva e que os agentes antibióticos in vivo podem exceder as concentrações necessárias para matar ou inibir os patógenos.

A terapia antibiótica sistêmica objetiva reforçar o tratamento periodontal mecânico, como também as defesas do hospedeiro no controle da infecção através da morte dos organismos subgengivais que permanecem após tratamento periodontal convencional. Pois, os patógenos podem escapar do efeito da terapia convencional devido às suas capacidades de invadir tecidos moles, ou residir em estruturas anatômicas dentárias inacessíveis aos instrumentos periodontais, ou devido a uma resposta pobre dos mecanismos de defesa.

A literatura fornece dados os quais demonstram que, quando a antibioticoterapia é combinada com uma avaliação cuidadosa do paciente e com um diagnóstico preciso, seu uso pode prover um importante adjunto na terapia periodontal.


Periodontite refratária

Ano.: 1998

Autor(a).: Carlos André Emmanuel Godinho Dandoulakis


O objetivo deste trabalho foi revisar e relatar conceitos sobre uma definição de periodontite refratária, suas características, suas causas prováveis, sobre a composição de sua microbiologia subgengival e citar o uso de antibióticos para seu controle.

Sua definição está descrita como uma doença com múltiplos sítios perdendo inserção apesar de uma boa terapia periodontal convencional, sendo que nesta pode ter sido incluído o uso de antibióticos como adjunto à raspagem e alisamento radicular e procedimentos cirúrgicos.

Há influências de fatores genéticos e fatores exógenos, que favorecem o aparecimento da periodontite refratária, indicando uma susceptibilidade do hospedeiro, apresentando este uma alteração nos mecanismos de defesa contra os patógenos periodontais.

A microbiota subgengival é composta, em sua maioria, por bactérias anaeróbias gram-negativas, porém, encontra-se relatado, uma presença e atuação de bactérias gram-positivas na doença periodontal refratária, constituindo essa doença um um grupo muito heterogêneo em relação à microbiologia subgengival. Nesta doença há evidências de presença dos patógenos periodontais clássicos como: Actinobacillus actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis, Prevotella intermedia, Bacteroides forsythus, Fusobacterium nucleatum, Walinella recta, Eikenella corrodens, bem como, a presença de microorganismos não orais, nas lesões de periodontite refratária.


Frenotomia uma opção para o deslocamento do freio labial

Ano.: 2004

Autor(a).: Daniel Carlos Valdiero


Esse trabalho mostra uma forma mais conservadora, consiste na remoção apenas parcial do freio, removendo apenas sua fibra principal, com propósito de deslocamento da inserção do freio mais apical.

A remoção total do freio, corresponde algumas vezes a comprometimento da estética a nível das papilas central e flacidez labial.


Erupção Dentária Forçada
Inter-Relacionamento Periodontia X Ortodontia

Ano.: 2004

Autor(a).: Elisângela de Azevedo Colombo


O presente trabalho é uma revisão bibliográfica sobre as reações dos tecidos periodontais e a eficiência da erupção forçada, associada ou não à fibrotomia. A erupção forçada resulta no movimento coronário dos tecidos gengivais, sem o aumento da largura da gengiva queratizada e no deslocamento da junção mucogengival. Associada à fibrotomia, a erupção forçada resulta no movimento de deslocamento coronário do dente, prevenindo a migração coronária dos tecidos gengivais, entretanto a inflamação gengival e mais evidente com fibrotomia do que sem fibrotomia.


Reconstrução cirúrgica da papila interdentária

Ano.: 2005

Autor(a).: Fabrício Bittencourt Pires


A perda da papila interdental na região anterior da maxila em decorrência da evolução da doença periodontal ou da terapia empregada, provoca sério problema estético e funcional. A resolução desta situação é complexa e a literatura disponível envolve relatos clínicos isolados de algumas técnicas periodontais. O objetivo desta monografia é realizar uma revisão da literatura, apresentando as alternativas cirúrgicas disponíveis para a reconstrução papilar e exemplificando duas técnicas, através de casos clínicos.


Periodontite de aparecimento precoce

Ano.: 1998

Autor(a).: Fernando dos Reis Cury

Orientador(a).: Prof. Sérgio Luiz Manes Lobo

Co-Orientador(a).: Prof. Rogério Pacheco de Moraes

As periodontites de aparecimento precoce dividem-se em periodontite pré-pubertal, periodontite juvenil e periodontite de progressão rápida, estas doenças acometem crianças, adolescentes e adultos jovens e caracterizam-se pela rápida destruição dos tecidos de suporte.

Na microbiota gengival dos pacientes portadores de periodontite pré-pubertal e juvenil localizada, o Actinobacillus actinomycetemcomitans é apontado como o principal patógeno, enquanto que na periodontite juvenil generalizada e na de progressão rápida, a Porphyromona gingivalis tem sido a bactéria mais encontrada. Estas bactérias têm importância principalmente pelos fatores de virulência e poder de invasibilidade e destruição nos tecidos. Não se sabe ainda se a forma localizada, deixada sem tratamento evolui para a generalizada. Muitos outros microorganismos têm sido também cultivados em sítios que apresentam a doença, principalmente Prevotella intermedia e Capnocytophaga.

Alguns fatores parecem favorecer o aparecimento da doença, como a hereditariedade, (defeitos na quimiotaxia dos leucócitos P.M.N.) que pode ser provocado também pelas bactérias; e algumas doenças como a Síndrome de Papillon-Levèvre, Síndrome de Down, diabete mellitus e outras.

O tratamento apontado pela maioria dos autores ainda é o clássico tratamento mecânico, consistindo de raspagem e alisamento radicular, na maioria das vezes combinado a antibioticoterapia sistêmica.

Esse tratamento pode trazer, segundo a resposta do paciente, um controle clínico, recidiva após algum tempo ou nenhum resultado, o que resulta na perda precoce dos dentes. Em todos os casos, a higiene oral e manutenção são de extrema importância.


Descrição de duas técnicas cirúrgicas diferentes para cobertura radicular

Ano.: 2008

Autor(a).: Flávia do Carmo Aragão Abrahão

Orientador(a).: Prof. Sérgio Luiz Manes Lobo

As principais indicações para os procedimentos de recobrimento radicular são necessidades estéticas, hipersensibilidade dentinária e tratamento de lesões cariosas rasas na raiz e abrasões cervicais.

Para tratamento das recessões gengivais, diversos procedimentos cirúrgicos foram desenvolvidos visando principalmente a correção estética. O objetivo deste trabalho é apresentar duas técnicas cirúrgicas: - o retalho reposicionado coronariamente com deslocamento apical e o retalho posicionado coronariamente com técnica semilunar, considerada de fácil execução e com mínimo desconforto pós-operatório - para tratamento das recessões gengivais.

UNITERMOS: recobrimento radicular; deslocamento gengival apical; cirurgia estética, retalho semilunar; Técnica de Tarnow.


Aumento de coroa clínica

Ano.: 1998

Autor(a).: Jésus Antônio Aguiar


O aumento da coroa clínica é um procedimento cirúrgico relativamente simples, que elimina osso e/ou gengiva, quando se tem necessidade de obter uma coroa clínica maior.

A junção dentogengival, denominada também espaço biológico, tem suas dimensões fixadas pela maioria dos autores entre 2 e 3mm, e devem ser respeitadas, uma vez que sua violação propicia o desenvolvimento de doença periodontal.

O aumento da coroa clínica deve ser feito para restabelecer o espaço biológico sempre que haja problemas em áreas subgengivais, com cáries ou fraturas. O sulco gengival não deve receber procedimento restaurador, e qualquer doença periodontal deve ser tratada antes da reabilitação protética.


Tratamento das periodontites agressivas - apresentação de caso clínico

Ano.: 2008

Autor(a).: Melini Salgado de Almeida

Orientador(a).: Profª. Aline R. L. Monnerat

A periodontite agressiva, anteriormente classificada como "periodontite de início precoce" e suas subdivisões, é caracterizada por uma perda rápida de inserção conjuntiva e destruição óssea, podendo ocorrer na forma localizada e generalizada. A forma localizada da doença compromete os dentes incisivos e primeiros molares permanentes, de modo distinto, a forma generalizada afeta vários dentes em um ou ambos os arcos dentários. A periodontite agressiva é conhecida por acometer em maior proporção, adultos jovens e saudáveis. É a forma de doença periodontal mais associada ao microorganismo Actinobacillus actinomycetemcomitans, no entanto outros periodontopatógenos são associados. O presente trabalho discute no caso clínico apresentado, o diagnóstico e tratamento da periodontite agressiva.

Palavras-chave: periodontite agressiva, Actinobacillus actinomycetemcomitans; antibioticoterapia.


Movimento dentário em periodonto reduzido

Ano.: 2004

Autor(a).: Nathália Chiesse Coelho


Este trabalho tem como objetivo a constatação clínica de que o tratamento ortodôntico em periodonto reduzido é totalmente viável.

A migração dentária patológica é uma das alterações comuns de um quadro avançado de periodontite. Uma abordagem de tratamento multidisciplinar, com uma interrelação do periodontista com o ortodontista, leva a resultados altamente satisfatórios para ambas especialidades, e conseqüentemente, devolve ao paciente o equilíbrio oclusal e satisfaz seus requisitos estéticos, melhorando sua auto-estima e sua motivação para manutenção da saúde periodontal restabelecida.


Lesão de furca grau II com regeneração tecidual guiada

Ano.: 2004

Autor(a).: Wodson de Medeiros Ferreira


O objetivo desta monografia é colher informações literárias sobre a técnica de regeneração tecidual guiada, como sua definição, suas finalidades, suas indicações e contra-indicações, algumas restrições, bem como analisar três casos clínicos com o uso da técnica em lesões de furca grau II.